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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Renovação



As vezes perdida nas pequenas coisas de algum lugar, esquecemos das grandes coisas no Todo. Pequenas coisas que nos alienam da vida, das pessoas, dos nossos próprios sentires. Fases estas que nos deparamos com uma realidade externa a nós, e acabamos nos rendendo a esta sensação de que é este o mundo, de que é ele quem nos guia.
Eu experimentei cortar, me afastar, me desvirtualizar por um tempo. E que eu senti? Senti que eu precisava me integrar a 2 coisas, sem deixar que uma superasse a outra. Mas eu senti principalmente, que eu estava no meu controle, que eu não precisava dormir de olhos abertos, ou me amorfinar dos meu próprios sentires... só precisava escolher. 
As vezes ficamos tanto tempo presos em um lugar que acabamos mofando uma parte de nós mesmos. A vida precisa de movimento, de novidades, novos hobbies, do inusitado, um lugar novo, um olhar novo, um novo papel de parede revestindo a alma, novas cores. Talvez seja por isto que eu aprendi a amar a arte, ou melhor, a ver a arte em tudo, ela é esta ponte que escreve, desenha, canta e dança a vida e até mesmo nos bastidores quando estamos recompondo o fôlego, alguma beleza se encontra aí, escondida, mais bela.
É incrível, mas hoje em dia, acabamos perdendo a magia das coisas, simplesmente por medo de nos perder da modernidade, de um padrão, de uma sociedade que nos puxa a sermos cada vez mais iguais. Acontece que acaba-se perdendo sempre um lado, ou o contato com aquela parte mais pura, aquela parte da qual nos sentimos tão protegidos, tão inabaláveis, tão únicos, tão especiais. Sempre, em algum local da vida, acabamos esquecendo estas crenças que fortalecem o âmago, crenças de fé, de esperança, de singularidade, de amor. E é isto que venho tentar despertar: consciência de si mesmo, tão mais do que palavras... um estado de espírito grandioso, poder em si mesmo, amor com a vida, discernimento das possibilidades, um respirar mais fluído... tudo se adapta a este mudar, quando a alma deseja se aventurar a este encontro transcendente: pensamentos mudam, crenças mudam, visão se aflora, postura se centra, o respirar, o olhar, os toques, os risos... A vida é sempre de dentro de fora para dentro, mas para ser aquecida, é claro que precisamos de estímulo, de uma fagulha que acenda o fogo que nos movimenta, que nos ajuda a criar, para isto acontecer, precisamos estar no lugar certo, com as pessoas certas, e nos abrirmos ao nosso próprio íntimo, para que ele nos guie a fazer a coisa certa, aquilo que está no nosso âmago, gritando... para ser colocado em prática. É o que nos faz sermos realizados de nós mesmos, destino talvez, ou até maior do que isto.

Larissa Fernandes

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