CEITHIR DÙILEAN

domingo, 25 de outubro de 2009


Todas as coisas do tempo estão aqui,
Dissipadas na neblina, não se espera que
se reaja sempre á ação, mas que com força
esteja convicto ao que se vê, ao que se sente.
Nos tormamos tolos ao ser tolerantes à ignorância e ao julgamento
Viro a face para o que não está entre a fina névoa do renovar
Tudo que permito se transmutar
e o que sinto se desvanecer
é o ponto dos meus silenciosos crepusculos.
Que linhas há neste silêncio?
Vejo apenas nuvens, ultrapasso os meus sentires,
Á Mãe dos meus horizontes, os tons mais intensos e os mares mais inexplicáveis desta existência. Aprendo a incógnita do que se desprende na ousadia de encarar a própria sombra e nela achar a luz para dispersar no mundo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


"Tão secreta é a verdadeira vida, que nem a mim, que morro dela, me pode ser confiada a senha, morro sem saber de quê. E o segredo é tal que, somente se a missão
chegar a se cumprir é que, por um relance, percebo que nasci incumbida
- toda vida é uma missão secreta."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A mesma história reescrita diversas vezes, a mão de quem escreve quer aperfeiçoar seu personagem... mas ela é rebelde e tende a sair das mãos de quem o escreve... Ela se torna algo que nem o seu próprio criador poderia imaginar, ela se orgulha por seu livre arbítrio, mas em certo ponto se sente só, perdida... e sem ajuda divina... sem o seu escritor... Como poderá criar seu caminho? Como poderá saber o que é melhor para seguir? Em quais caminhos será feliz? E em quais terá que repassar para a dor dos mesmos erros? Quem o conhece mais do que ela mesma? Quem sonda seu coração em noites tempestuosas? Em noites em que ela acredita estar tão só? Quem vigia suas lágrimas no silêncio quando não há mais ninguém por perto? A sua história que era uma hora comédia, outra hora um drama, outra hora era poesia... era paz... Mas algo sempre a puxava... Sempre a história que os outros escreviam, ou rabiscavam, entravam por entre as suas linhas, e se ela não reeditasse como eles seriam, tomavam todo o espaço da forma como eles bem queriam, criavam a forma que queriam ser colocados, então ela passou a ouvi-los, vê-los, e saber como queriam ser escritos, mas também via o que existia além de suas perfeitas criações, suas reais imperfeições? Muitas vezes não vistas, e que em algumas linhas precisavam ser defrontadas para alcançar as virtudes que tanto queriam que fossem escritas... Ela via...O que queriam... eram pontilhados do que já havia neles, havia potencial... só escreviam fora deles, e era isto que tentava despertar em cada um quando eles entravam por entre suas linhas, tentava despertar o guerreiro, o leal, o nobre, o destemido, o racional, o frágil com o lado forte escondido, ou todos eles, um todo... era dificil encontrar aqueles que queriam ser escritos como todo, e mais ainda encontrar aqueles que haviam escrito em seus próprios livros com própria ousadia e consciência, eram meio selvagens, e não eram muito domesticáveis, rebeldes... como ela, não se ajustavam aquele padrão de conformidades com as linhas escritas pelos outros. Se era difícil encontrar os que queriam ser escritos como todo, afinal nem todos estavam prontos para lidar nem com seus defeitos quanto mais um todo, era muito mais difícil encontrar com aqueles que escreviam o todo em suas próprias almas, sem precisar de outras mãos para isto, estes reconheciam defeitos, na busca de transcedê-los e se tornavam seus personagens tão sonhados. Ela amava encontrar com tais personagens, eram outros protagonistas, e ao encontrar com eles, deixava de apenas doar ao outro( como fazia aos que não sabem escrever sozinhos), e se abria para receber na sintonia, havia a troca, a troca que só aqueles que lideram seus corações e suas próprias histórias conseguem fazer, uma troca sem medo de perder, com o respeito por tudo o que o outro pode ser, sem se sentir nunca menos por isto, são incondicionais, e podem se reescrever a cada instante, mas nesta história cada um respeita a essência que o outro escreve para si, não há orgulho em ser melhor sobre ninguém, eles São... São por si, São por amor, São incondicionais, São livres, São deuses, e agora sim... podem se reencontrar com o seu criador, A Fonte, e entregar em suas mãos a sua história... aprendeu a ter compaixão, aprendeu a amar histórias que não lhe pertencem, aprendeu a escrever virtudes nos outros sem nunca ter medo de ficar para trás, escrever nos outros era seu dom, não precisava ter pressa, não precisava ser melhor, apenas amar cada gesto, cada caridade que fazia, ao descrente de suas próprias capacidades de serem escritores, de serem líderes de suas vidas, deu o que precisava e voava em direção ao Amor... Em direção a sua Fonte Criadora... De onde veio, e para onde voltará, a Luz! (Larissa Fernandes)

segunda-feira, 13 de julho de 2009




Eu me perguntava se para sermos reais... era preciso realmente que as pessoas nos reconhecessem pelo que somos. Os votos alheios parecem contar as vezes mais do que nossas próprias certezas, acha-se que uma palavra alheia pode nos fazer maior ou menor. Abençoadas as pessoas que conseguem ver além e respeitar o que vêm, mas aquelas que estão sempre vendo pela ótica dos defeitos, não são capazes nem de trabalhar a si mesmas, pois acreditam que a luz da perfeição já as cabe.

Quando um dia você se trancar no seu quarto e analisar toda a sua vida, todas as suas vitórias, tudo o que você conquistou, as coisas que enfrentou, você vai saber quem realmente é, vai saber as proezas que Deus colocou em sua vida e você esqueceu de observar. As coisas mudam tanto... embora elas oscilem... No fim elas acabam melhorando.
Sem dificuldades, não haveria força para os desafios. Embora haja uma ilusão do tempo de que algumas coisas nunca passarão, e a vida dá voltas sobre o mesmo ponto, então nos perguntamos o porque daquilo... Eu costumo pensar que tais questões ainda não foram aprendidas, não foram superadas, até se resolver isto, várias chaves devem ser usadas. Tente sempre com Amor, Coragem, e a Fé, fé além dos véus, além dos horizontes a quais sua vista está presa... Além de todos os medos... Ah, a liberdade... quando entenderão que não é necessariamente uma dispersidade de elementos interiores. Vazio e força , luz e escuridão,Paz e Poder, Amor- Próprio e Amor ao próximo, Empatia e Individualidade... Liberdade é equilibrio. ( Larissa Fernandes )

segunda-feira, 22 de junho de 2009


Minhas palavras são espelhos, são vestígios do que transborda em mim e isso é preciso ser calado as vezes, é preciso ser refletido, é preciso ser sentido... não quero ser respeitada pelas minhas palavras, pelo o que eu tenho sempre a dizer, mas acima de tudo pelo meu silêncio. E a paz, é o que busco além de mim mesma, estou aqui em paz, mas não é por estar aqui que eu não leio as entrelinhas alheias, sinto o que trai os outros por entre os poros, pelos olhos, o respirar, o modo de falar... e quando estou fraca tento entrar em tais mundos, tento modificar o que está errado, mas não me vêm, o que ouvem, é o que estão querendo ouvir, ele me disse que fez todo o sentido aquela frase... aquela frase eu já o havia dito, ele não ouviu? ele não captou o É da coisa, a essência... estamos lá e cá... em mares que oscilam... é difícil, mas o sentido da coisa nunca vai ser captado como esperamos que seja, só há deduções...isso não é nada pessoal, não é sobre ninguém, é sobre alguns daqui... e o que sinto aqui. Embora agora eu esteja bem... eu precisava falar estas linhas que só quem entende o meu modo sou eu mesma. O que importa... é como É...
A natureza tem dado tantas voltas... e só o que se ouve são os pensamentos, há pessoas que não escutam... mas pegam o que é nosso, para fazer isso delas...
Pare! ouça o mar... ouça o vento, ouça... há algo além de você... não seja tão egoísta, o mundo é belo sim, mas estas preso aos seus e aos seus pensamentos... ouça... É um som em si, não o julgue, ele não é belo, ele não é feio, ele é... mesmo sem você ele continuará a ser...assim como é com todas as coisas a minha volta deixei de interferir, deixei ser... Será que estou errada? em não querer inundar o outro de mim, isso costumava satisfazer meu ego.. é bom ser lembrada, ser cuidada, e em uns tempos você aprende que quando cuida demais, deixa de ser cuidada. Não é que você se torne auto-suficiente, mas as pessoas pensam que você é forte o suficiente para nunca precisar chorar... que não há fragilidade... e se você mostrar, parece tão patética ao outro... Então ela tem uma lado frágil? Eu tenho... mas não encaro a dor mais da mesma forma. Choro pelo que não posso fazer, por alguém ou por mim mesma...
(Larissa Fernandes)

sábado, 20 de junho de 2009



"Certa tarde, acampados na beira de uma mata fechada, Tristan ouviu algo que nunca escutara antes: uma melodia linda, alta, melancólica e estranha. Ela enchia sua cabeça de visões e seu coração de sobressaltos e prazer. A música o fazia pensar em espaço sem limites, de grandes esferas cristalinas que revolviam com um vagar impressionante através de vastos salões do ar. A melodia o transportou para além de si mesmo, dominando-o completamente. Depois do que pareceram horas, mas que pode ter sido apenas minutos, a canção parou, e tristan suspirou.
- Isso foi maravilhoso- disse
Os lábios da estrela se moveram involuntariamente, formando um sorriso, e seus olhos brilharam.

- Obrigada- ela disse. - Acho que não tinha vontade de cantar até agora.

- Nunca ouvi nada assim.

- Algumas noites- ela contou-, canto com minhas irmãs. Como essa canção sobre a senhora nossa mãe, e a natureza do tempo, os prazeres de brilhar e da solidão. -Sinto muito- ele disse
-Não há nada a fazer em relação a sentir muito- Ela disse- Pelo menos, estou viva. Tive sorte de cair no mundo das fadas. E acho que tive sorte de conhecê-lo. -Obrigado- Falou Tristan.
- De nada- respondeu a estrela. Ela suspirou e olhou para o céu por entre as árvores.
"

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Ta... vou falar...é estranho como as coisas mudam, e depois de tanto tempo as vezes volta uma sensação de algum lugar passado no tempo, evito sentir estas sensações a fundo. Não sei até que ponto velhas recordações voltam sem que haja pensamentos, ou condicionamentos para isto. Seria um ciclo parecido? porque se for, é tempo de silêncio, muita música, muita escrita... Eu acreditava naqueles tempos que a liberdade estava lá fora... que o mundo a se descobrir estava lá... quis me apoderar de todos os tons, fotografar cada cenário, cada brilho diferente, e estava tudo tão perto, no mais simples e singelo intocado, o que eu precisava para viajar a todos os mundos que desejasse. Porque esperar tanto? Amanhã pode-se nem mais existir, então o mais belo do mundo é o que sempre vou carregar em mim, doa a quem doer, pese no ego de quem precisar pesar, eu não me importo mais, eu não olho para traz e nem perco palavras a quem não as merece, quem me conhece não sabe disto, porque aos olhos dos outros serei sempre sobre, nunca me farei inteira.