O belo começou a se tornar meu único vício para me manter preza a delícia de estar viva. E foi através dele que alcancei a graça de me encantar com os diamantes brutos desta vida. Me sentia uma alquimista pronta para dar tudo o que estivesse em minhas mãos para tornar alguém tão precioso quanto aparentava ser. Onde havia luz, eu buscava carregar minha alma e levar nas fotografias o que eu pretendia levar desta vida. Fazia dos meus olhos uma câmera ambulante, e da minha alma fotografias límpidas do que era inexpressável à arte que qualquer ser humano tente reproduzir. Me permiti viver o caos, sem que me forçasse para sempre a estar ali. Sabia que tudo era transição. Levei tudo apenas como fotografias da qual a trilha marcava apenas alguma mensagem que algum dia não me levasse a cometer os mesmos erros.
Larissa Fernandes
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