Esta alma bagunçada, já não sente seu próprio cheiro
seu toque, ou qual sensação tem a sua calmaria.
Já não sabe onde se inventa, e onde se deixa ser
Onde se eleva, e onde se espreita em algum lugar,
esperando a brisa lhe cuidar.
Ela que não aceita ser mais cópia,
E quer ter seu próprio conceito
Do que venha a ser sua busca
De palavras que não lhe sejam repetidas
Talvez,
descoberta...
daberta...
eacerta
Mas tenta desfazer o sentido e ainda
encontra uma berta lhe dizendo o que é certo no viver.
Olha...hoje eu não sou multidão.
O meu abstrato jeito de conceber o mundo me consome
E é ele que me levará novamente a tudo e todos.
Para ser qualquer coisa e mesmo assim não depender deste algo
Vem tudo da vontade de dar novas cores ao horizonte
Estampar papel de horizonte decorando nuvens, ruas e tudo o que minha alma
quiser diferenciar. Ela são os meus olhos hoje!
Saberei diferenciar o que acredita ter se enquadrado em uma moldura velha e empoeirada.
Não que eu despreze a perfeição de um Criador...
Mas é de criação que sobrevive esta alma, também.
Larissa Fernandes
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