Nego-me a submeter-me ao medo, Que me tira a alegria de minha liberdade,Que não me deixa arriscar nada, Que me torna pequeno e mesquinho, Que me amarra, Que não me deixa ser direto e franco, Que me persegue, Que ocupa negativamente a minha imaginação, Que sempre pinta visões sombrias. No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo, Eu quero viver, não quero encerrar-me. Não quero ser amigável por medo de ser sincero. Quero pisar firme porque estou seguro, E não para encobrir o medo. E quando me calo, quero fazê-lo por amor e não por temer as consequências de minhas palavras.Não quero acreditar em algo só por medo de não acreditar. Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto. Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável. Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim. Por medo de errar não quero me tornar inativo. Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo. Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser ignorado. Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.Do medo quero arrancar o domínio de dá-lo ao amor. E quero crer no reino que existe em mim.Fonte: Arte Médica Ampliada – revista da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica. Ano XXX, No. 1 (outono, 2010), p. 41.
1 comentários:
"E quero crer no reino que existe em mim."
Essa é a melhor frase, a única que deveria ser repetida.
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