Conversavamos sobre o como nos sentimos sozinhos na maior parte das vezes. É tão raro um diálogo entre duas ou mais pessoas hoje em dia. Frases curtas, breves, poucas palavras... parecem tão superficiais, é difícil manter um diálogo onde duas pessoas saiam somadas em conhecimento, a nível de curiosidade, de contentamento sem ter que querer atropelar as ideologias alheias, então ele acrescenta: Programadas!Mídia, religião, ideologias políticas... e não é porque vou trabalhar nesta área que tenho esta perspectiva, é observando as relações, as praticidades que muitas vezes se confundem dos atos para os contatos que seriam mais humanos, as afeições, os gestos, as expressões cada vez mais mudas, inexpressivas, copiadas. A essência humana se perde dentro de tanto materialismo e tanto egocentrismo, se perdermos mais de um minuto em uma conversa com outro alguém, é ouvindo contos sociais sobre as vidas mesquinhas, sobre o que aparentemente pode fazer de quem relata algo, bem melhor aos olhos do outro, uma competição de egos. Não se sente mais tanta saudade de alguém se aquele alguém não for elogiar alguém em algo, não se diz " eu te amo " sem medo de parecer ridículo... Até nas relações familiares os jantares, almoços e cafés da manhã pouco conversam sobre cultura, sobre vida, sobre espiritualidade, sobre sentimentos, emoções, dúvidas... O que acontece são repressões no silêncio, onde o modelo social de ajustamento é justamente este, sorrir por conveniência, falar sobre tudo desde que agrade ao outro, e se tiver uma personalidade forte e uma boa ideologia formada sobre algo, se é forçado a reprimir, ou o resultado será certo, exclusão social. É uma imperfeita inversão de valores que se constrói dias após dias e se tornam tão normais que ao se levar a atenção para isto se é rotulado de esquizofrênico, louco, chato.
Incrível que as jóias raras que conheci nesta vida,ricas em cultura construtiva são pessoas de poucos amigos, que não se adaptam facilmente em festas e locais socialmente felizes, porque será? Quem são os alienados e quem são os que ainda permanecem fiéis as suas essências e naturezas?! Quem será que é mais feliz realmente e não momentaneamente?! ( Larissa Fernandes)
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