
A espera, solitude a qual me apoio, reconquistando-me em tudo o que fui e tudo o que sou, sem deixar-me perder pelo que desejo ser. Desejo... A proximidade exagerada ao que se almeja traz a insegurança e a não-aceitação do que já é. Vejo a ignorância e a repulsa sobressaltando sobre os ombros dos que tanto amo e desconheço, quem sou eu para julgá-los? Também ignoro o que me parece ofensivo e hostil, e as vezes tão continuamente em um ciclo vicioso, que acaba-se por ferir inocentes. O menino vinha sorridente abraçá-la, e em seu escudo pontudo de repulsa, deu um jeito de ignorá-lo em breves palavras, pequenas... mas o bastante para feri-lo. Será que não percebe-se o quão terrivel isto é. Enquanto estamos iludidos em alguns momentos de que a paz reina, logo a rivalidade e a disputa de ego nos é mais próxima do que ousamos reconhecer, até mesmo perto daqueles que nos amam, quando irão rever valores? Quando o amor será colocado acima da disputa, do ciúmes, e tirania? É na raiva que perdemos... são as palavras impulsivas e não-pensadas, que nos fazem destruir a confiança, a segurança e até quebrar o amor do outro, aos pouquinhos. Deus nos deu o livre-arbitrio para construirmos e destruirmos e através destes pequenos atos destruimos o que nos era tão valioso, simplesmente por momentos de orgulho e falsa grandeza. ( Larissa Fernandes)
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